terça-feira, 16 de dezembro de 2014 | By: Juliana Dato Leal



Está naquela idade inquieta e duvidosa, 
Que não é dia claro e é já o alvorecer; 
Entreaberto botão, entrefechada rosa, 
Um pouco de menina e um pouco de mulher. 

Às vezes recatada, outras estouvadinha, 
Casa no mesmo gesto a loucura e o pudor; 
Tem coisas de criança e modos de mocinha, 
Estuda o catecismo e lê versos de amor. 

Outras vezes valsando, e* seio lhe palpita, 
De cansaço talvez, talvez de comoção. 
Quando a boca vermelha os lábios abre e agita, 
Não sei se pede um beijo ou faz uma oração. 

Outras vezes beijando a boneca enfeitada, 
Olha furtivamente o primo que sorri; 
E se corre parece, à brisa enamorada, 
Abrir asas de um anjo e tranças de uma huri. 

Quando a sala atravessa, é raro que não lance 
Os olhos para o espelho; e raro que ao deitar 
Não leia, um quarto de hora, as folhas de um romance 
Em que a dama conjugue o eterno verbo amar. 

Tem na alcova em que dorme, e descansa de dia, 
A cama da boneca ao pé do toucador; 
Quando sonha, repete, em santa companhia, 
Os livros do colégio e o nome de um doutor. 

Alegra-se em ouvindo os compassos da orquestra; 
E quando entra num baile, é já dama do tom; 
Compensa-lhe a modista os enfados da mestra; 
Tem respeito a Geslin, mas adora a Dazon. 

Dos cuidados da vida o mais tristonho e acerbo 
Para ela é o estudo, excetuando talvez 
A lição de sintaxe em que combina o verbo 
To love, mas sorrindo ao professor de inglês. 

Quantas vezes, porém, fitando o olhar no espaço, 
Parece acompanhar uma etérea visão; 
Quantas cruzando ao seio o delicado braço 
Comprime as pulsações do inquieto coração! 

Ah! se nesse momento alucinado, fores 
Cair-lhes aos pés, confiar-lhe uma esperança vã, 
Hás de vê-la zombar dos teus tristes amores, 
Rir da tua aventura e contá-la à mamã. 

É que esta criatura, adorável, divina, 
Nem se pode explicar, nem se pode entender: 
Procura-se a mulher e encontra-se a menina, 
Quer-se ver a menina e encontra-se a mulher! 

Machado de Assis

Você é tudo isso pra mim! Carlos Drumond de Andrade

Se os olhares se cruzarem e neste momento, 
houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: 
pode ser a pessoa que você está  esperando desde o dia em que nasceu. 
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa ... 
Se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: 
Deus te mandou um presente divino - o amor. 
Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca 
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem 
mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um para o outro ... 
Se você conseguir, em pensamento, 
sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado ... 
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a 
outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, 
que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida ... 
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo estando ela de pijamas velhos, 
chinelos de dedo e cabelos emaranhados ... 
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, 
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite ... 
Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma,
um futuro sem a pessoa ao seu lado ... 
É o amor que chegou na sua vida. É uma  dádiva. 
Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, 
mesmo assim tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela ... 
Se você preferir morrer, antes de ver a outra partindo ...
É o amor que chegou na sua vida !
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia 
o deixem cego para a melhor coisa da vida: 
muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, 
mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. 
Ou, às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, 
deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. 
Preste atenção nos sinais e não deixe que as loucuras do dia-a-dia 
o deixem cego para a melhor coisa da vida:
O amor ...

Tudo continua da mesma forma!

As Sem-razões do Amor (Carlos Drummond de Andrade)

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,

na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,

feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014 | By: Juliana Dato Leal

Anytime

Eu não sei bem o que anda acontecendo, mas a 3 dias seguidos que não consigo para de chorar ao lembrar de você, e nada me deixa mais tola, do que chorar por um amor que nunca foi meu, que eu nunca tive...Mas uma coisa é certa...eu amei, amo e vou amar com cada célula, cada esforço e cada lágrima, pelo resto dessa insignificante existência...sempre a mesma pessoa...sempre você!
sexta-feira, 28 de novembro de 2014 | By: Juliana Dato Leal

Come Wake Me Up

Eu geralmente consigo beber até te tirar da minha cabeça
Mas essa noite, sinto sua falta
Eu normalmente consigo te expulsar do meu coração
Mas estou muito cansado para lutar.

Yeah a coisa toda começa
E eu deixo você penetrar nas minhas veias e eu sinto a dor como se fosse novidade
Tudo que nós éramos tudo que você disse
Tudo que eu fiz e o que não pude fazer
Vem á tona, esta noite

Esta noite sua memória queima como fogo
Á cada palavra ele cresce mais e mais
E eu consigo superar isso
Eu só não consigo esquecer esse amor
Eu sento nessas chamas e rezo para que você volte
Fecho bem meus olhos, aguento firme e espero que esteja sonhando
Venha me acordar

Ligo a TV no volume máximo para abafar a sua voz mas eu não consigo esquecer
Agora eu estou sem idéias e baby, estou no meu último cigarro
Yeah, você provavelmente está dormindo e
Sonhando enquanto eu estou sentado aqui chorando e tentando entender
Yeah, aonde quer que você esteja agora, eu tenho certeza, você seguiu
Em frente e não está repensando em nós dois, esta noite

Esta noite sua memória queima como fogo
Á cada palavra ele cresce mais e mais
E eu consigo superar isso
Eu só não consigo esquecer esse amor
Eu sento nessas chamas e rezo para que você volte
Fecho bem meus olhos, aguento firme e espero que esteja sonhando

Eu sei que você está seguindo em frente
Eu sei que eu deveria desistir
Mas eu espero que você tropece e caia de novo nesta paixão
O tempo não está curando nada
Não baby, está dor está pior do que jamais esteve

Eu sei que você não pode me ouvir mas baby eu preciso que você me salve esta noite

Esta noite sua memória queima como fogo
A cada palavra ele aumenta mais e mais
E eu consigo superar isso
Eu só não consigo deixar de lado esse amor
Eu sento nessas chamas e rezo para que você volte
Fecho meus olhos com força, aguento firme e espero que esteja sonhando
Venha me acordar

Oh, estou sonhando, venha me acordar
Oh, estou sonhando
segunda-feira, 24 de novembro de 2014 | By: Juliana Dato Leal

Juntou caminhos, mas separou as estradas...


De que é feito o amor?
Dizem que o amor é paz
O que o amor me deu
Ninguém vai me tirar
O meu amor só crê
Nas visões que o amor me dá
Se uniu dois corações
Não vai mais separar

Uniu dois mundos em vidas tão separadas
Juntou caminhos, mas separou as estradas

Cadê o amor, cadê?
Sinto que ele vai chegar
Posso morrer de amor
Ou por amor calar
O meu amor só crê
Nas visões que o amor me dá
Se uniu dois corações
Não vai mais separa


quarta-feira, 15 de outubro de 2014 | By: Juliana Dato Leal

Cachinhos Dourados...mas sem cachos, por favor!

Mudança Radical...Ser loira me lembra muito o "predador" mas como hj em dia é moda ter luzes "Ombré Hair" não me mato por ter a raiz original rsrsrs.
"Predador" me faz lembrar...momentos bons... que 4 anos sofridos meu Povo!

terça-feira, 9 de setembro de 2014 | By: Juliana Dato Leal

I Wish you was Here!


Não há um dia em toda essa minha vida...que eu não deseje que você estivesse aqui....Tantas coisas a dizer....tantos sentimentos diferentes...tantas coisas pra compartilhar e conselhos a receber....que quanto mais eu penso...mais me vem forte a vontade de você.
porque tem que ser assim?
Procuro em cada sorriso, o seu....em cada olhar o seu, busco o som suave da sua boca pronunciando o tão amável "Ju".
Mas nada....nada chega próximo de tudo aquilo.
Sabe, as vezes penso que cada coisa que realmente importa, deve ser sentida e regozijada como se não houvesse amanha...porque pra mim não houve "um amanhã", parece que sou a mesma menina que chorava copiosamente atrás da sua porta, no chão...Como se meu coração fosse sair pela boca....afinal eu havia jurado que ele era seu....acho que ele quis levar ao pé da letra...Deus que dor...Uma dor lancinante...Uma dor incessante...e constante!
Como eu queria poder voltar a 4 anos atrás e mudar cada palavra....cada momento....e ao mesmo tempo não mudaria nada...
Ainda sinto a suave sensação da sua barba na minha mão...e o contorno de suas sobrancelhas...Dou Graças por ter tido tempo de fazer essa memória perdurar para sempre no tato das minhas mãos...A certeza de não mais te ver nessa encarnação me sufoca e me traz o desejo dela desistir...mas você sabe que não posso! Não posso... imagine a tortura em que vivo...sim, você bem conhece esse tipo de tortura...
Quanto mais escrevo, na vã necessidade de expressar esse redemoinho de sentimentos em mim....na inocente ideia de que posso apagar você de mim, como sei que você me apagou de ti, é tão tola!
Você é parte de mim Príncipe, você é a metade da minha alma...e eu vou morrer desse amor a cada dia....lentamente....em doses homeopáticas porque assim quis o Destino e nosso Livre Arbítrio...Engraçado pensar que você poderia ler tudo isso...
Meu pecado foi amar demais....meu erro foi cobrar demais....e minha sanção é a solidão!

terça-feira, 29 de julho de 2014 | By: Juliana Dato Leal

Frio e Nostalgia

Um daqueles dias que ...após estudar, que é um saco pra alguém hiperativo como eu, me pego Nostálgica...com Café, filmes de amor e entre um e outro...Renato Russo...
Hoje é um desses dias....é saudade....saudade que não cabe em mim!

segunda-feira, 28 de julho de 2014 | By: Juliana Dato Leal

Só esse menino!


Um menino me ensinou
Quase tudo que eu sei
Era quase escravidão
Mas ele me tratava como uma rainha

Eu fazia muitos planos
Eu só queria estar ali
Sempre ao lado dele
Eu não tinha aonde ir

Mas, egoísta que eu sou,
Me esqueci de ajudar
A ele como ele me ajudou
E não quis me separar

Ele também estava perdido
E por isso se agarrava a mim também
E eu me agarrava a ele
Porque eu não tinha mais ninguém

E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo 
E eu dizia ainda é cedo..

Sei que ele terminou
O que eu não comecei
E o que ele descobriu
Eu aprendi também, eu sei

Ele falou: - Você tem medo
Aí eu disse: - Quem tem medo é você
Falamos o que não devia
Nunca ser dito por ninguém

Ele me disse:
- Eu não sei mais o que eu
sinto por você. Vamos dar
um tempo, um dia a gente se vê

E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo 
E eu dizia ainda é cedo..
quinta-feira, 8 de maio de 2014 | By: Juliana Dato Leal

Procura-se um Amor


Procuro um amor...Que não seja submisso e nem dominador. Que não seja perfeito, mas que tenha dignidade e que possa, ao menos, dar-me um fio de felicidade. Procuro um amor...Que possa entender
as razões do coração. Que saiba conviver com todos os meus defeitos, que são muitos!
Que conduza minha alma por caminhos inexplorados, que jamais deixe marcas de dor no meu peito.
Procuro um amor...Que no meu coração possa sempre estar, que seja sincero no jeito de amar, que eternize paixão sem deixar de sonhar. Que me dê atenção quando eu precisar! 
Procuro um amor...Que queira entregar-se livremente. Que saiba sorrir e amar docemente.
Que nas horas de dor esteja sempre ao meu lado, que jamais deixe o meu coração magoado, que ria das minhas piadas “no sense”.
Que ache bonito o fato de eu falar ininterruptamente, que goste de receber flores e presentear, porque eu amo presentear!
É, eu sei que é pedir muito...Mas não custa Sonhar!


Parafraseando © Magno R Almeida


quinta-feira, 20 de março de 2014 | By: Juliana Dato Leal

O fim do Romantismo?

A vida imita Hollywood e vice-versa.
Foram os romances franceses, na literatura, e o padrão fofo do cinema “love story” da América que ajudaram muita gente a construir a ideia de amor e romance.
Acontece que o romance azedou, como li dia desses nesta capa da Ilustrada, em reportagem de Rodrigo Salem. Filme de amor, seja drama ou comédia, não estoura mais bilheterias. Fracassa, flopa -para usar um verbo vintage que ficou perdido, graças a Deus, lá nos anos 1990.
Não se deve medir o mundo pela catraca da grana de Hollywood, certo? Não deixa, porém, para a crônica de costumes, de sinalizar uma grande mudança nas relações amorosas.
É só uma tese de botequim aqui na mesa da romantiquíssima calçada do Príncipe de Mônaco, ai de mim Copacabana. Uma tese sob o olhar desconfiado do grande peixe morto da vitrine –creio que um cherne, sim, ele mesmo, o garçom Ceará confirma.
Não se deve pensar o amor somente pelo cinema. Aqui fora da tela, no entanto, o romance nem passa mais pelo processo de azedamento. Estraga de véspera. O coalho da falta de desejo que azeda o queijo.
O cherne por testemunha, vamos a uma questão prática, já tratada diversas vezes neste blog: Você já reparou, amigo(a), como não se pede sequer mais em namoro?
Até os caranguejos em marcha ré, também aqui na nossa frente, caçoam da indagação ingênua e romântica do cronista.
Não se pede mais em nada. Muitas vezes você se pega sem saber se namoro ou amizade, rolo, rolinho primavera, cacho, ensaio de amor, romance ou pura sacanagem avulsa. Por isso que nem em Hollywood dá mais certo, caro Salem, faz sentido.
Estou em um relacionamento cafuso, diria o Didi Mocó a esta altura. Estou em um relacionamento “fala sério”. Eis o status do momento.
Há quem veja vantagem no colapso do amor romântico, que seria, na real, apenas um mito criado pelos filmes e romances antigos.
Amor em baixa, como diz o horóscopo.
No tempo do amor líquido e de homens escorregadios, quase nada fica, nem o velho e clássico amor de pica, que me perdõem as senhoras de Santana da marcha da família.

Por Xico Sá
http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/2014/03/20/o-romantismo-agoniza-viva-o-romantismo/
terça-feira, 11 de março de 2014 | By: Juliana Dato Leal

Eça...


Meu tipo de narrativa! Perfeito!


O Primo Basílio


... tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações! 



Ergueu-se de um salto, passou rapidamente um roupão, veio levantar os transparentes da janela... Que linda manhã! Era um daqueles dias do fim de agosto em que o estio faz uma pausa; há prematuramente, no calor e na luz, uma certa tranqüilidade outonal; o sol cai largo, resplandecente, mas pousa de leve; o ar não tem o embaciado canicular, e o azul muito alto reluz com uma nitidez lavada; respira-se mais livremente; e já se não vê na gente que passa o abatimento mole da calma enfraquecedora. Veio-lhe uma alegria: sentia-se ligeira, tinha dormido a noite de um sono são, contínuo, e todas as agitações, as impaciências dos dias passados pareciam ter-se dissipado naquele repouso. Foi-se ver ao espelho.

Eça de Queiroz

Oh God!

Oh God....

Essa vida de silenciar desejos e retrair impulsos acaba comigo...
Não poder ser o que sou pelo simples medo de não agradar é muito tenso...

Não por sou uma pessoa desagradável, acredito que não, mas por ser talvez precipitada, afoita me torne sim indigna de interesse...E como bem diz o meu saudoso Nelson Rodrigues, ser Bonita não importa, seja Interessante.

Mas o quanto conseguimos ser interessantes?
Todo o tempo? Toda hora? Todo instante...

Difícil dizer, acredito que já me encontro no estagio do pedantismo. Sim...exaurida de novidades.
Esse meu ascendente em Gêmeos acaba comigo...um eterno conflito de duas personalidades, a impulsiva e a comedida, a rancorosa e a altruísta, a carente e a decidida...É acho que estou de TPM.

segunda-feira, 3 de março de 2014 | By: Juliana Dato Leal

A Musa

Outra poesia muito boa do Anderson...Da até vontade de ser a Musa....Mas não tenho olhos Azuis! São Apenas os dois olhos negros de Lenine!

Vejo sua face pálida e suave ao travesseiro.
Vejo seu corpo perfeito refletido pelo espelho.
Gosto tanto de amansar seus sedosos cabelos.
Sinto-me tão relaxado, livre do desespero.

Gostaria tanto de ver seus olhos novamente.
Aqueles olhos azuis que ainda hei de admirar. 
Pois ainda aguardo seu despertar ansiosamente.
Para vê-los reluzentes, belos como o mar.

Imagino a existência de um paraíso secreto.
Ainda procuro descobrir quais são os mistérios.
Da profundeza e beleza de seus olhos azuis
Que são os espelhos da sua alma
E que refletem o meu céu, a magnífica luz.

E sua pele clara, tão branca como seu longo vestido.
O qual demonstra a formosura deste seu corpo bem esculpido.
Suas formas são tão perfeitas, sua face é tão bela.
Não há como negar que a sua beleza é realmente eterna... 

Anderson Batistello – 06/02/2002
http://passeiopelasletras.blogspot.com.br/2011/05/musa.html

Todo Mundo quer um Amor de Verdade (versão reduzida)

Achei essa poesia linda e espontânea....


Mesmo inconscientemente
Todo mundo acha que merece
Todo mundo quer um amor de verdade
Mas muita gente se esquece
Muita gente não consente
Que o amor começa da amizade

Ele quer amar
Ela quer amar
Todos querem amar
Mas não sabem como chegar lá

Muitos não acreditam
Que é possível amar
Uns se decepcionaram
E desistiram de tentar
Outros nem tentaram
Por medo de fracassar

Uns zombam dos que amam
Dizem que amar é para os fracos
Mas pelos cantos reclamam
Que estão sozinhos e isolados
Muitos até tentam amar
Mas ainda não sabem o seu significado...

(...)

Quem já encontrou seu amor
Já sabe quanto tempo levou
Para chegar lá

Quem ainda não o encontrou
Não precisa desanimar
Um dia ele aparece
Quando menos imaginar

Quem ainda não o encontrou
Não precisa se aborrecer
Quanto menos esperar
O amor vai aparecer

Portanto, esteja sempre pronto
Para receber seu amor
De braços abertos
Talvez ele esteja por perto

Mas, antes disso,
Encontre o amor
Que está dentro de si
Para retribuir
O amor que está por vir.


Anderson Batistello - 06/09/2008
http://passeiopelasletras.blogspot.com.br/2011/06/todo-mundo-quer-um-amor-de-verdade.html
domingo, 2 de março de 2014 | By: Juliana Dato Leal

Amor por essa musica!


Curtinho

Vivendo entre (e se...) e talvez.
Vivendo entre querer e dever.
Vivendo entre ter e perder.
O que se pode fazer?

Perdemos muito em ficar.
Perdemos muito em não tentar.
Perdemos, ainda, em esperar.
Será que perderemos em não aproveitar?

Tente...de repente você irá encontrar...
O sorriso.
O Brilho.
Um Olhar.

Um despertar...


Juliana Dato

Fantástico!

Se vai tentar
siga em frente.

Senão, nem começe!
Isso pode significar perder namorada(o)s
esposa(o)s, família, trabalho...e talvez a cabeça.

Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...

A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.

Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.
Charles Bukowski
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014 | By: Juliana Dato Leal

Descrição de um Homem

Eu falo de um homem, não um homem qualquer, mas um homem que no seu andar parece ter a leveza de uma criança, e o peso do mundo nos ombros concomitantemente. Este homem no auge de seus trinta e poucos se perde entre o que é, e o que quer. Trajando suas vestes de homem sério, culto, da alfaiataria mais bem acabada, ainda sim, não esconde as despojadas vestes de um simples homem.Este pequeno grande homem, com seus metro e setenta e cinco de doçura arrojada e humor refinado, é muito mais do que pensa ser, mais ainda tem muito para crescer. De uma pele alva de fina cútis, tem sobre esta, uma penugem dourada, nem demais, nem de menos, que acompanha todos os traços de um ser que foge a padrões de beleza vários, mas é único e perfeito em si mesmo, mesmo que este duvide deste fato. De mãos languidas e finas, que trazem na palma a agradável quentura do sentir-se vivo.Sua face, sim esta face seria o que possui de mais encantador, com inúmeras expressões que escondem o que deveriam mostrar e mostram o que deveriam esconder. O que na verdade um não exclui o outro. Feições diferentes esse homem tem, uma boca fina e bem desenhada emoldurada por uma barba agradável ao tato, que suspeito ter sido desenvolvida única e exclusivamente para proteger dos olhares cobiçosos e impuros tais lábios como os dele, que produzem um sorriso único, fragmentado em tantos outros e perdido, que só quem percebe suas discretas nuances o vê no canto dos lábios. Um nariz entre o grego e o romano difícil até de se padronizar, mas possui a sutileza necessária para a face completar.Os olhos, ah os olhos inspirariam as canções mais belas ditas no silêncio. Um olhar longínquo como só o espelho da alma poderia proporcionar, o tipo do olhar matreiro que diz sem falar, de Iris castanha, às vezes de cenho franzido, até quando perdido! Penso que o segredo de tudo esta lá, naquele olhar, cercado de mistério. Se observarmos bem, nesses olhos perpassa as tristezas desta e de muitas vidas, agonias, vestígios de algo que ficou para trás.Cabelos de certa forma incoerentes. Ondulados, lisos, com ou sem cremes, não importa! Creio que ele ainda tem sorte de tê-los.Neste homem as personalidades se confrontam numa variabilidade de humor positiva e negativa, um eterno querer e não querer, ser ou não ser, que até Hamlet se confundiria. Por dentro um jovem em ascensão por fora um homem necessitando de um renascimento. Julgamentos não caberiam a ele, até porque ele não os aceita, os repudia, integro de tudo e de si mesmo. No peito reside à chama da singela e única esperança ainda adormecida da tão esperada felicidade. Na mente, o racional trava quixotescas batalhas contra moinhos de razões inexistentes que o vendam para as verdades claras e óbvias que apenas ele não quer ver.Um homem como tantos, reside em si com tamanha doçura, paixão, inteligência e integridade tantos outros que já foram verdade na antiguidade, prontos para emergirem do recôndito de sua alma. Agora só resta saber o que o Tempo acha!


Por Juliana Dato

Descrição Lirica de um homem que marcou a minha vida no Passado!